Tomar proteína faz mal aos rins?

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É frequente ouvirmos um familiar ou amigo afirmar que o suplemento de proteína que ingeres diariamente pode prejudicar o funcionamento dos rins, apenas porque um amigo do teu amigo disse que os rins não conseguem processar os suplementos de proteína. A verdade é que este é mais um dos clássicos mitos em torno da proteína, um assunto já muito debatido e estudado ao longo dos últimos anos.

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Uma das críticas apontadas aos planos alimentares com elevada percentagem de proteína é que esta poderá entrar em conflito com a saúde dos rins. Mas, segundo um estudo realizado em 2005, esta crença provém do facto de que, em pessoas com problemas renais pré-existentes, a ingestão de proteína deve ser controlada ou até mesmo muito reduzida para prevenir o agravamento da doença. Devido a este indicador, começou-se a usar este argumento de forma incorrecta para afirmar que, em todos os casos, ingerir proteína em quantidades elevadas danifica a função renal.

Outra investigação realizada a um grupo de culturistas averiguou a relação entre a ingestão diária de 2,8g de proteína por kg corporal e o impacto que isso poderia ter nos rins. Conclusão? Nenhum efeito prejudicial foi detectado.

Já segundo o American College of Sport Medicine os indicadores são outros. Consta que a dose diária recomendada de proteína para atletas que praticam treinos de resistência é de 1,2 a 1,4g por kg de massa corporal e de 1,6 a 1,7g para atletas que realizam treinos de força.

De facto, o consumo de proteína de um fisiculturista profissional não será o mesmo que o de um atleta comum, de nível inferior ou até mesmo de um indivíduo sedentário. Aquilo que um atleta de nível inferior consome para satisfazer as necessidades diárias do organismo não será igual àquilo que um atleta profissional deve ingerir. As quantidades devem ser ajustadas à necessidade da pessoa, à sua constituição física, ao nível desportivo, para que não sejam cometidos excessos, pois estes nunca são benéficos para a saúde em geral.

É sabido que se os suplementos forem tomados de forma contínua, sem acompanhamento, sem interrupções para descanso do organismo, podem causar danos graves. Embora isso não seja apenas aplicável aos suplementos alimentares, mas em tudo na vida, deves ter sempre presente que a função dos teus suplementos é de complementar a alimentação e prevenir carências nutritivas. Os excessos nunca trazem desfechos felizes.

Outra curiosidade tem a ver com o facto de alguns indivíduos acreditarem que uma ingestão elevada de proteína deve ser acompanhada por um aumento da ingestão de líquidos. Esta ideia parece ter surgido através de um estudo militar que examinou o equilíbrio de nitrogénio em condições de restrição hídrica e de energia.No entanto, não existe nenhuma indicação de que os indivíduos que estejam suficientemente hidratados precisem de aumentar a ingestão de líquidos quando consumem grandes quantidades de proteína.

Deves, sim, manter a ingestão de líquidos adequada à tua constituição corporal de forma a satisfazer todas as tuas necessidades.

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Uma coisa é certa, são vários os benefícios dos suplementos proteicos quer seja em relação à recuperação muscular, ao controlo de peso, ao seu poder de absorção rápida dos nutrientes, ao aumento da massa muscular e ao reforço positivo do sistema imunitário. Não deves, por isso, deixar de lado um aliado de peso que pode reforçar as tuas carências nutritivas a qualquer hora do dia.

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Referências:

Martin, W. & Armstrong, L. & Rodriguez, N., Dietary protein intake and renal function, Nutrition & Metabolism, Setembro 2005Anssi H Manninen, High-Protein Weight Loss Diets and Purported Adverse Effects: Where is the Evidence?, Maio 2004

Poortmans, J. & Dellalieux O., Do regular high protein diets have potential health risks on kidney function in athletes?, International Journal of Sports Nutrition & Exercise Metabolism, Março 2000 Americam College of Sports Medicine, Nutrition and Athletic Performance, Medicine & Science in Sports & Exercise Vol. 41 – Issue 3, Março 2009Layne Norton, Are High Protein Diets Safe? Dispelling the myths, Junho 2005

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